Um dos casos mais misteriosos do mundo: Dyatlov Pass

Desbloquear a melhor experiência!

A assinatura da Chaprié Premium garante-lhe acesso ilimitado a todos os conteúdos da revista. Além disso, pode ainda ler sem limites em todos os seus dispositivos e estar 100% livre de propagandas
Atenção, este conteúdo trata-se de um crime real e pode ser sensível para algumas pessoas.

Assassinato? Extraterrestres? Sobrenatural? Criatura mística? O que poderia ter acontecido o grupo de 9 estudantes que morreram de uma forma agressiva? Um dos casos mais misteriosos do mundo: Dyatlov Pass.

Em 1959, 9 estudantes com idades entre 20 e 24 anos, e um instrutor, de 38 anos do “Instituto Politécnico de Ural em Yekaterimburgo”, foram a uma expedição nos montes rurais, Rússia – que ainda pertencia a antiga União Soviética – que duraria 7 dias.

Todos os estudantes já faziam o mesmo caminho há anos, então não se preocuparam em se perder. Na época do ocorrido, todos eles queriam alcançar um patamar de elite no país, já que o governo valorizava atletas de elite durante a Guerra Fria.

No 1º dia da expedição (27/01), o clima estava a favor de todos, como eles relatavam em seus diários e fotos de viagem. No 2º dia, os jovens entraram em território de civilização “Mansi”, que viviam na área de entrada do monte.

Os moradores tiveram um embate com os 10 jovens, e avisaram que o local no qual eles queriam explorar, era extremamente perigoso, que na língua local, as montanhas se chamavam “Montanha dos Mortos” e a outra se chamava “Não vá lá”.

Os locais também disseram que existia uma alma que matava as pessoas que exploravam o local. Os 10 jovens não acreditaram nas histórias dos nativos, e resolveram continuar o caminho.

Porém um dos exploradores começou se sentir mal e ter dores ainda no acampamento Mansi, não podendo prosseguir, e acabou voltando para a cidade. A expedição continuou com os 9 amigos.

E no dia 1º de fevereiro, o grupo montou o acampamento na montanha “Kholat Saykhl”, que significava “Montanha da Morte” na língua local. Nesse dia, todos os 9 jovens morreram.

Ao passar dos dias, a família dos jovens começou estranhar, já que 7 dias haviam se passado, e eles não haviam dado notícias sobre o resultado da expedição; as buscas começaram em 21 de fevereiro.

No dia 26, os oficiais responsáveis estavam sobrevoando o local e encontraram o acampamento, e logo acabou uma equipe de resgate dando as exatas coordenadas. Ao chegarem no local, encontraram uma barraca rasgada e semi coberta pela neve.

Ao abrirem a barraca, encontraram roupas, botas e casacos dos desaparecidos, além de visualizarem algumas pegadas próximas a barraca, indicando que eles haviam saído correndo do local deixando tudo para trás.

Ao seguirem as pegadas em direção a floresta, a equipe de resgate encontrou restos de fogueira, e perto dali foram encontrados os 5 primeiros corpos.

Perto de uma árvore, a 500m da barraca, haviam 3 corpos cobertos por neve e roupas finas; notaram que na árvore haviam alguns pedaços de corpo humano, deduzindo que 2 jovens encontrados tentaram miseravelmente subir nela.

Mais à frente, o corpo do líder da equipe foi encontrado: ele estava de barriga para cima e protegendo o rosto. O 4º corpo foi encontrado logo mais à frente, e ele estava com uma grande fratura na cabeça.

Não haviam indícios de luta corporal, mas pelas posições em que foram encontrados, indicava que 5 jovens tentaram voltar para a barraca; a equipe declarou que a causa da morte poderia ser hipotermia, já que fazia -25ºC.

Dois meses se passaram e as buscas pelos últimos 4 corpos continuaram, quando foram encontrados sob uma enorme camada de neve, fazendo com que toda a investigação reabrisse, já que 3 dos 4 corpos encontrados apresentavam sinais de violência extrema.

Um corpo estava com o crânio totalmente quebrado e os outros 2 estavam com as costelas quebradas, indicando que receberam um grande impacto, além de suas línguas estarem cortadas, os olhos fora do corpo, e um nível enorme de radiação nas roupas.

As autoridades locais não conseguiram fazer uma investigação mais profunda e acabaram por registrar a morte dos jovens como “força natural desconhecida”, dando uma hipótese que eles foram surpreendidos por uma avalanche.

Sendo que 3 jovens receberam um impacto maior e os outros morreram de hipotermia com o tempo. A população levantou teorias sobre o caso, dizendo que poderia ter sido um ataque da URSS, já outros disseram que poderia ser obra de um serial killer.

Ou até mesmo de um nativo Mansi; contudo, não havia nenhum indício que outra pessoa estivesse naquele local no dia da morte. Há pessoas que também acreditam em teorias sobrenaturais, como ataques de ETs ou de criaturas místicas.

Em 2019, o caso foi reaberto, chegando a uma nova conclusão mais realista: mortos por uma avalanche. Porém, pessoas questionaram essa conclusão, dizendo que o acampamento em um local de 23° de inclinação e uma avalanche só poderia acontecer em locais com 30°.

Além disso, uma avalanche comum não causaria tantos danos. Dois cientistas suíços, Alexander Puzrin e Johan Gaume, do Laboratório de Simulação de Neve, mencionaram uma avalanche que explicaria toda a causa da morte e os danos, chamada “Avalanche de Placa”.

Essa avalanche em específico acontece quando o vento está depositando neve fresca sob o chão que já estava coberto de neve, formando assim duas camadas de neve que não se misturam. Assim, a camada de cima, por ser solta, desliza em forma de blocos ou placas.

Os especialistas dizem que apenas 10% das avalanches são desse tipo, porém são elas as responsáveis pelas mortes de montanhistas.

Ainda segundo a nova equipe de investigação, o acidente de Passo Dyatlov era completamente favorável ao surgimento dessas placas como avalanche, pois a real inclinação do local era de 28°, e o acúmulo de neve camuflou a inclinação real.

Durante a noite, enquanto os 9 jovens estavam dormindo, uma camada de neve fresca pode ter sido acumulada e logo se desprendido.

A respeito dos ferimentos nos corpos, foi descoberto a partir de testes em modelos em peso e tamanho real que, se eles estivessem dormindo em uma determinada posição, a neve que os atingiria seria suficiente para quebrar os ossos.

Os investigadores disseram que a língua faltando de uma das mulheres, poderia ter sido devido a algum animal – teoria que os investigadores da época também levantaram.

Esse estudo foi o primeiro a reunir evidências sólidas sobre o possível acidente, e que não envolvesse nenhuma teoria sobrenatural ou conspiratória.

Um dos autores disse no estudo: “Resolver o mistério do Passo Dyatlov é uma tarefa enorme, que está muito além do escopo deste artigo. Esperamos, no entanto, que nosso trabalho possa contribuir para determinar a plausibilidade da hipótese da avalanche”.

Compartilhe nas Redes!

Chaprié Premium

Nossa revista digital com conteúdo exclusivo e edições temáticas, pensada especialmente para você e o universo digital. Você não precisa sair do site ou baixar qualquer app, é só fazer login deslumbrar-se de todo conteúdo feito com exclusividade!

Seja único. Seja Exclusivo. Seja Chaprié.

Exclusividade e luxo na Chaprié Premium

Outras matérias!