SUSPEITO DE TER ENTREGADO ANNE FRANK AOS NAZISTAS É IDENTIFICADO APÓS 77 ANOS

A garota morreu em um campo de concentração após ficar escondida durante dois anos em um anexo de uma casa em Amsterdã

Após 77 anos, o mistério a respeito de quem entregou Anne Frank e sua família aos nazistas pode ter sido desvendado. A garota morreu em um campo de concentração depois de ficar escondida durante dois anos em um anexo de uma casa em Amsterdã, na Holanda. Seu diário, publicado postumamente, se tornou o relato mais famoso da perseguição aos judeus pelos agentes de Adolf Hitler.

Captura de Anne Frank

Segundo uma equipe de investigadores que inclui historiadores e um ex-agente do FBI, o responsável por entregar Anne Frank aos nazistas foi um homem chamado Arnold van den Bergh. Também judeu, ele teria feito isso para salvar a própria família. Para chegar a essa conclusão, o grupo passou seis anos investigando o caso.

Van den Bergh fez parte do Conselho Judaico de Amsterdã, um órgão implantado à força pelos nazistas para impor sua política segregacionista em bairros judeus durante a ocupação alemã. A entidade foi dissolvida em 1943, e seus membros foram enviados para campos de concentração. Mas os investigadores descobriram que Van den Bergh escapou desse destino e continuou a viver normalmente na cidade. 

Os pesquisadores encontraram também um bilhete anônimo enviado a Otto, pai de Anne, apontando Arnold van den Bergh como o responsável pela traição. Vince Pankoke, o ex-agente do FBI que participou da investigação, disse que van den Bergh foi colocado em uma situação difícil pelos nazistas e teve que entregar os Frank para que ele e sua própria família permanecessem em segurança. 

Anne Frank nasceu em Frankfurt, na Alemanha, no dia 12 de junho de 1929. Ela era a segunda filha de Otto Frank e Edith Frank-Hollander, ambos de famílias judias que viviam há séculos na Alemanha. Com a ascensão do líder nazista Adolf Hitler ao poder, em 1933, Otto se mudou com sua família para Amsterdã, para escapar da perseguição nazista aos judeus. Na Holanda, ele comandava um negócio com temperos e geleias. Em 1942, Otto organizou um esconderijo, em local anexo ao seu armazém, no Canal Prinsengracht, em Amsterdã, quando ocorreu a invasão alemã.

Durante o tempo em que ficaram escondidos, Anne descrevia seu cotidiano em um diário. Em 1º de agosto de 1944, ela escreveu seu último texto. Três dias depois, ela e a família foram capturados pela Gestapo. Eles foram enviados para um campo de concentração na Holanda, e, em setembro, foram para Auschwitz, na Polônia. No outono de 1944, com a libertação da Polônia pelos soldados soviéticos, Anne foi transferida com sua irmã Margot para o campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha. As duas estavam com a saúde fragilizada e morreram vítimas de tifo, em março de 1945. O campo foi libertado pelos britânicos menos de dois meses depois. Otto Frank foi o único da família a sobreviver aos campos de extermínio. 

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