Desfile Verão de 2022 nas ruas de Los Angeles – GUCCI

Nova coleção da marca é uma carta de amor à cidade e ao cinema hollywoodiano.

Durante os meses de quarentenas e lockdowns, a Gucci se voltou ainda mais para o cinema – e não só em busca de inspiração. Teve uma série dirigida por Gus Van Santum filme assinado por Floria Sigismondi, e mais vários outros projetos digitais com pegada cinematográfica. Isso sem contar no longa House of Gucci, dirigido por Ridley Scott e apoiado pela grife, que estreia dia 25 deste mês. Agora, pós-vacina e com as passarelas liberadas, a calçada da fama, em Los Angeles, foi o local escolhido para a apresentação do verão 2022 da marca.

Alessandro Michele, diretor de criação da Gucci, nunca escondeu seu fascínio pelo mundo da sétima arte, principalmente aquela produzida em Hollywood. É algo que vem de berço: sua mãe era cinéfila e trabalhava como assistente em uma produtora. “Quando comecei a pensar sobre como gostaria de comemorar esse novo capítulo em meu trabalho cheio de aventuras, pensei em mamãe e seu precioso legado”, escreveu o estilista, em um comunicado à imprensa. “Pensei na adoração da beleza que ela me alimentava. Sobre o dom irrevogável do sonho e a aura mitopoética do cinema. É por isso que escolhi a Hollywood Boulevard.”

Chamada de Love Parade, a coleção é uma carta de amor ao cinema estadunidense, suas divas, heróis e influência cultural. Estão lá os ombros marcados de Marlene Dietrich, as luvas de cetim de Rita Hayworth, as lingeries de Marilyn Monroe, os chapéu de cowboy de Marlon Brando, os laços de Shirley Temple, o cabelo de Verônica Lake. Na passarela, nomes conhecidos das telas também marcaram presença: Macaulay Culkin, Miranda July, Jodie Turner-Smith e Jared Leto.

A moda de Michele sempre flertou com o passado e dessa vez não é diferente, apenas mais glamourosa. Não faltam vestidos suntuosos e esvoaçantes dignos de tapete vermelho, brilhos, pelúcias e plumas. Mas se antes havia uma certa cacofonia de estilos, agora as propostas chegam mais focadas, seguindo uma linha de raciocínio quase temática – algo que já vinha acontecendo desde a temporada passada. Outro elemento que se repete e ganha ainda mais destaque são as lingeries, os brinquedos sexuais como acessórios e toda sensualidade, uma características um tanto recente no repertório do estilista.

Em uma coletiva de imprensa após o desfile, Michele disse que sua Hollywood é nas ruas. Isso ajuda a explicar os macacões, leggings e bermudas ciclistas de tricô, as camisas e jaquetas superestampadas, tipo look de turista, e os tênis esportivos. Ainda assim, é notável o direcionamento rumo a uma moda mais arrumada, por vezes até formal.

É uma tendência que já acompanhamos há algum tempo. Tem o cansaço com a roupa de ficar em casa dos tempos de isolamento social, a vontade por um visual mais elaborado e também a necessidade das marcas em oferecerem produtos mais especiais – e caros. Porém, no mundo de Michele, nada disso vem sem sonho. E como se sabe, o cinema tem um potencial enorme nesse sentido. Só foi uma pena que a conexão tenha se limitado, por ora, à cenografia e referências já um tanto conhecidas. Após uma temporada de moda que explorou tão bem formatos mais interessantes de apresentação, não raramente com boas incursões pelo mundo do entretenimento, seria interessante ver um pouco disso com a pegada hollywoodiana que a Gucci tanto gosta.

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