Crítica | Florence + the Machine com nota de 9.2 pela Chaprié

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Depois de quatro longos anos esperando seu retorno, Florence Welch nos agraciou com o lançamento de seu quinto álbum de estúdio. E, após uma extensa preparação promocional, que incluiu a divulgação de diversos videoclipes impecáveis e uma estética similar a obras anteriores, mas ao mesmo tempo diferente do que ela já havia nos entregado, os fãs finalmente puderam se deliciar com um compilado de catorze faixas inéditas que se consagra como uma das melhores rendições da cantora e compositora britânica.

Welch começou sua carreira em 2009, fazendo seu début com o adorado ‘Lungs’ e, desde então, trilhou um caminho de extremo sucesso, dando vida a algumas pérolas do cenário cenográfico como a dançante “Dog Days Are Over”, a explosiva “Spectrum” e a singela colaboração “Hey Girl”, performada ao lado da lendária Lady Gaga. Mais do que nunca, a performer parece ter total controle de sua identidade artística e, tomando controle absoluto do que deseja fazer, construiu uma narrativa atemporal, confessional e que reiterou sua invejável versatilidade no mundo da música – arquitetando uma jornada sinestésica que exala afeição desde o baroque pop até o indie rock. O esplêndido resultado permite que Welch retorne aos holofotes com força descomunal e põe o álbum como um dos grandes discos de 2022.

Analisar um álbum de Florence, ou, como conhecemos seu ato musical ao lado de Isabella SummersFlorence + the Machine, nunca é um trabalho fácil, pelo fato das músicas não se encaixarem essencialmente em um gênero bem demarcado. Sua última incursão, ‘High as Hope’, fincou os pés em um coming-of-age sinestésico pincelado por diversos estilos sonoros – e, agora, atingindo uma maturidade surpreendente, retornamos com uma agressiva e aplaudível mixórdia estilística que já se inicia com a potente “King”, um dos singles oficiais do álbum. Enquanto a pessoalidade inalienável das produções anteriores abria espaço para reflexões íntimas e individuais, a canção em questão ergue-se em um empoderamento antêmico e discorre, ao longo de quase cinco minutos, sobre um dos principais que as mulheres continuam enfrentando: o sacrifício de sonhos em prol do forçoso papel lhes dado desde o nascimento.

A faixa é guiada pela profundidade retumbante de um baixo e de uma bateria que percorre uma trajetória bem funcional, exumando-se em um crescendo orquestral que é resumido pela máxima “eu não sou mãe, eu não sou noiva, eu sou Rei” (utilizando, de fato, o pronome de tratamento no masculino como prenúncio da inversão de papéis). Como se não bastasse, Welch também oferece belíssimos e sólidos vocais que transformam a track em uma das melhores de sua carreira – ainda mais pelas críticas que emprega nos versos.

O álbum percorre uma melodia extremamente poderosa onde podemos ouvir com a alma e até mesmo um pouco mais. Um dos motivos da qual o mesmo não alcança nota máxima é o fato estridente de que algumas faixas se parecem de mais, e parece que obtiveram a “mesma produção”.

Apesar dos fatos e da extrema dificuldade de dar uma nota para Florence + the Machine, foi decidido afinal que algumas músicas poderiam ter mais potência como ‘KING”.

O álbum, afinal de contas, não de deixa a desejar em nenhum momento estando entre uma das melhores produções da cantora.

witch forever!

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