Buraco negro no centro da Via Láctea é imprevisível e caótico

Desbloquear a melhor experiência!

A assinatura da Chaprié Premium garante-lhe acesso ilimitado a todos os conteúdos da revista. Além disso, pode ainda ler sem limites em todos os seus dispositivos e estar 100% livre de propagandas

O Sagitário A* emite rajadas de radiação que são de dez a cem vezes mais intensas que as observadas em outros buracos negros

Em 2019, Alexis Andrés era estudante em um programa de verão da Universidade de Amsterdã, na Holanda, quando começou a estudar as emissões de luz do Sagitário A*, um buraco negro que fica no centro da Via Láctea. No final de 2021, um estudo liderado por ele revelou informações inéditas sobre o buraco negro, agora publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Para estudar as emissões do Sagitário A*, Andrés e sua equipe solicitaram informações à NASA, captadas pelo Observatório Neil Gehrels Swift. O satélite que orbita a Terra fornece informações sobre explosões de raio gama provenientes de buracos negros desde 2006. Além de raios gama, o Sagitário A* também emite raios X e rádio.

A principal constatação dos cientistas foi que o buraco negro localizado no centro da nossa galáxia é completamente imprevisível e caótico. Não foi possível determinar um padrão em suas emissões ao longo dos últimos 15 anos. As erupções de raios gama, por exemplo, foram mais frequentes entre 2006 e 2008, e depois caíram consideravelmente nos quatro anos seguintes. Voltaram a subir a partir de 2012.

A única certeza que se tem, por enquanto, é que o Sagitário A* emite rajadas de radiação que são de dez a cem vezes mais intensas que as observadas em outros buracos negros. Os cientistas pretendem descobrir agora o que está por trás desse fenômeno e o motivo de ele ser tão irregular.

“Permanece incerto como exatamente as erupções ocorrem. Anteriormente, acreditava-se que mais erupções se seguiriam após nuvens gasosas ou estrelas passarem pelo buraco negro. mas ainda não há evidências disso”, afirma o coautor do estudo, Jakob van den Eijnden, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. A intenção do grupo é continuar solicitando informações à NASA e seguir com a pesquisa.

Compartilhe nas Redes!

Chaprié Premium

Nossa revista digital com conteúdo exclusivo e edições temáticas, pensada especialmente para você e o universo digital. Você não precisa sair do site ou baixar qualquer app, é só fazer login deslumbrar-se de todo conteúdo feito com exclusividade!

Seja único. Seja Exclusivo. Seja Chaprié.

Exclusividade e luxo na Chaprié Premium

Outras matérias!