12 marcos dos últimos 30 anos que explicam a guerra entre Rússia e Ucrânia

Confira os 12 principais marcos históricos recentes que explicam a relação entre os dois países nas últimas três décadas:

No dia 24 de fevereiro de 2022, tropas russas invadiram a Ucrânia por terra, céu e mar, dando início a um conflito que já dura semanas e matou mais 1,5 mil civis ucranianos e gerou 4,3 milhões de refugiados.

O embate entre os dois países não é novidade. Desde a dissolução de União das Repúblicas Socialistas Sov­­­­­­­­­­­­­­­iéticas (URSS), a Ucrânia busca obter sua indepência e se desvencilhar da influência política e econômica da Rússia — que não tem intenção de facilitar esse processo. 

1991
Em meio ao processo de dissolução da União Soviética, a Ucrânia proclamou sua independência em 24 de agosto de 1991 após um referendo que obteve mais de 90% da aprovação da população. A independência ucraniana foi reconhecida no Natal do mesmo ano, um dia antes do fim oficial da URSS.

1994
Para proteger a soberania e segurança do país e de nações que mantiveram seu arsenal atômico, foi assinado em 5 de dezembro o Memorando de Budapeste, em que Rússia, EUA e Reino Unido garantiram não ameaçar ou usar forças contra a Ucrânia. Também em dezembro de 1994, a Rússia iniciou a Primeira Guerra da Chechênia.

1996
Em agosto, o presidente russo Boris Yeltsin declarou cessar-fogo e retirou seu exército do território checheno, que até então fazia parte da Rússia. A derrota no conflito feriu o orgulho russo e a popularidade de Yeltsin, primeiro presidente eleito após o fim da União Soviética.

1999
Naquele ano, Yeltsin abdicou da presidência, deixando a Rússia nas mãos do então primeiro-ministro Vladimir Putin, que se tornou presidente interino. Em 2000, Putin foi eleito o segundo presidente da Federação Russa, com 52,9% dos votos.

2004
Putin começou seu segundo mandato após receber 71,3% dos votos. Do outro lado da fronteira, o político pró-Rússia Viktor Yanukovich era eleito presidente da Ucrânia. Acusações de fraude eleitoral, no entanto, provocaram protestos que ficaram conhecidos como Revolução Laranja, e novas votações foram convocadas entre os ucranianos.

2005
Em nova eleição, o político Viktor Yushchenko, com seu discurso pró-Ocidente, foi escolhido presidente da Ucrânia. Entre as ambições de seu governo já estavam o ingresso na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

2007
Após a Otan anunciar a intenção de incluir países do Leste Europeu, Putin expressou seu incômodo com a possibilidade de ter a organização próxima de suas fronteiras. Durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, fez ameaças às nações que tentassem ingressar no órgão.

2008
Um ano após ameaças públicas, a Rússia teve a oportunidade de demonstrar seu poderio militar na Guerra Russo-Georgiana. O conflito também ficou conhecido como Guerra dos Cinco Dias, já que ocorreu entre os dias 8 e 12 de agosto — com a Rússia saindo vitoriosa sobre a Geórgia, que perdeu a Ossétia do Sul.

2010
O líder pró-Moscou Yanukovich foi eleito novamente presidente da Ucrânia. Apesar de conseguir ocupar o cargo desta vez, ele não ficou no poder até o fim do mandato. Ao contrário de seu antecessor, acabou distanciando a Ucrânia de organizações como a União Europeia e a Otan.

2014
As decisões pró-Rússia de Yanukovich provocaram, em fevereiro de 2014, sua deposição pelo parlamento ucraniano, que colocou Petro Poroshenko, governante pró-Ocidente, no poder. No mês seguinte, um plebiscito popular na Crimeia, de maioria russa, aprovou a anexação da região à Rússia. Mais áreas ligadas ao país de Putin se rebelaram para se tornarem independentes da Ucrânia e, em setembro de 2014, foi determinado o cessar-fogo por meio da assinatura do Protocolo de Minsk.

2019
Antes do fim de seu mandato, Poroshenko fez seu último movimento contra Moscou: modificou a Constituição ucraniana para incluir passagens sobre o desejo e direito da nação em ingressar na UE e na Otan. Mas ele não foi reeleito; quem assumiu a presidência do país foi o comediante Volodymyr Zelensky, também pró-Ocidente.

2022
As alterações constitucionais não agradaram a Putin, que passou a tentar coibir o ingresso da Ucrânia em organizações ocidentais. Em fevereiro, após um porta-voz de Zelensky afirmar que o país não abriria mão da medida, o governante russo ordenou a invasão no país vizinho no dia 24. Em um mês de conflito, quase 4 milhões de cidadãos deixaram o país e mais de 1 mil civis morreram.

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